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Desenvolvimento infantil e o estresse tóxico

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Durante a gestação e a primeira infância os bebês e crianças podem ser expostos a fatores muito estressantes que podem influenciar negativamente no desenvolvimento infantil. Estudos evidenciam que o estresse materno no período gestacional tem efeitos que duram até o primeiro ano de vida da criança, mas ainda se sabe pouco sobre seus efeitos em crianças mais velhas. No trabalho de revisão de literatura de Talge; Neal e Glover (2007) o estresse pré-natal duradouro da mãe é associado a maior predisposição para o desenvolvimento de doenças mentais infantis e ao longo da vida do sujeito.

Elevados níveis de estresse em qualquer fase da vida pode prejudicar o bom funcionamento do organismo e da saúde mental do sujeito. Entretanto, na infância elevados níveis de estresse pode levar a prejuízos para a vida inteira.

Existem três tipos de estresses o positivo, o tolerável e o tóxico. 

O positivo é aquele que dispara uma reação do corpo frente á estímulos de superação e prazer. Quando a criança é exposta ao estresse de curta duração e baixa intensidade como, por exemplo, quando ela vai tomar uma vacina.

Já o estresse tolerável é quando a criança enfrenta uma exposição maior a um evento estressor, mas ela conta com ajuda da família ou outros para superar a fase estressante, como, por exemplo, uma internação hospitalar. 

E o estresse tóxico é quando a criança é exposta a um nível muito alto e duradouro do estresse, como violência, agressão física, verbal, social ou sexual, traumas, excesso de atividades entre outros.

Precisamos do estresse todos os dias para realizarmos as mais variadas tarefas do dia-a-dia, entretanto, a alta exposição a eventos estressores  provoca desequilíbrio emocional e físico. O hormônio do estresse é chamado cortisol. Quando o nosso corpo liberal em excesso este hormônio, por um longo período de tempo, ele provoca adoecimento no sujeito.

Crianças muito pequenas expostas a grandes eventos estressores terão em seu organismo a alta liberação do hormônio cortisol e que se em adultos em elevados níveis ele já prejudica o organismo do sujeito levando-o ao adoecimento, imagine o que isso poderá afetar no organismo infantil que ainda está em processo de maturação/crescimento.

As consequências podem ser: mudança de apetite, alterações no sono, medo, baixa imunidade, comportamentos agressivos ou intrusivos, irritabilidade, pode também afetar a inteligência/cognição, as emoções fazendo com que a criança possa desenvolver algum problema de saúde mental como, transtornos de ansiedade e depressão além de doenças físicas como a diabetes, hipertensão e doenças autoimunes. Portanto, criança precisa de um espaço saudável para crescer e se desenvolver, sendo de extrema importância ter espaço para o brincar. 

Referencias. 

TALGE, N.M; NEAL, C; GLOVER, V. Antenatal maternal stress and long-term effects on child neurodevelopment: how and why?. Adolescent Mental Helth., v.48, n 3-4, p.245-261, 2007. doi: 10.1111/j.1469-7610.2006.01714.x

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