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Mãe joga seu bebê no lixo

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Você já deve ter visto em noticiários manchete como essa, além de outras que também nos aterrorizam não é mesmo? Jornais publicam notícias sobre mães que jogam seus bebês do alto de um prédio, mães que se jogam junto com o bebê de alto de um prédio ou ponte, mães que amarram o bebê dentro de um saco de lixo e jogam no rio etc.

Essas noticias nos deixam super atordoados e infelizmente muitas pessoas apenas criticam a ação dessa mulher, pior ainda, quando psicólogos criticam também tais ações. Em geral quando uma mulher realiza ações como essas é porque essa mulher não recebeu apoio necessário que precisava da família e da sociedade como um todo, para evitar tal tragédia. São mulheres que sofrem no pós-parto a chamada Psicose Puerperal.

A psicose puerperal é um grave transtorno do pós-parto e que se a mulher não receber imediatamente ajuda, ela pode sim ser capaz de fazer mal a si mesma ou ao outro, por ela não estar em boas condições de saúde mental. 

Dentre os problemas de saúde mental os transtornos psicóticos no pós-parto são considerados os mais raros e também não completamente compreendidos, pois não há um consenso a respeito da ligação entre o parto e a psicose (RENNÓ JÚNIOR; RIBEIRO; RIBEIRO, 2010).

Psicose é um distúrbio grave da personalidade em que o funcionamento mental é alterado de tal forma que a pessoa frequentemente não consegue responder às necessidades da vida cotidiana. O aspecto central da psicose é a perda do contato com a realidade, confusão mental, delírios, alucinações que dependendo da intensidade da psicose, o momento poderá ser de maior ou menor intensidade.

A mulher com psicose puerperal deve fazer uso de psicofarmacos indicados por seu psiquiatra e quando necessário, principalmente nos casos mais severos é necessário a internação psiquiátrica da mulher. O transtorno por sua gravidade pode afetar a relação mãe-bebê, além da relação conjugal. Em geral o quadro tem início nas duas primeiras semanas após o parto e na maioria das vezes os delírios podem envolver os seus filhos, com pensamentos de causar-lhes algum tipo de dano. O infanticídio pode ocorrer em casos extremos, em geral a mulher relata escutar vozes que comandam a sua ação.

O transtorno é raro, mas é preciso que psicólogos que atenda essa população, fiquem atentos. A psicose puerperal é uma doença grave e que precisa de tratamento imediato, além de todo apoio familiar e social. 

Referência BibliográficaRENNÓ JÚNIOR, J; RIBEIRO, C. S; RIBEIRO, H. L. Psicose puerperal. In: VASCONCELOS, A. A. J; TENG, C. T. Psiquiatria perinatal: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Atheneu, 2010.

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