agosto 25, 2020

Por Patricia Camargo Ruschioni
Psicóloga Perinatal (Instituto MaterOnline) CRP 06/161397

A gravidez é uma fase de transição na vida da mulher, do seu companheiro e da sua família, mudanças na parte física, na psíquica e social.

Toda gestante tem o mesmo desejo: ter uma gravidez tranquila e que seu  (sua) filho(a) seja saudável.

A parentalidade da mãe e do pai acontece desde sua infância. Onde a menina ao brincar de boneca já idealiza esse seu bebê.

Muitas gestantes passaram sonhando a vida toda com um determinado sexo de seu bebê. Muitas delas já têm a preferência pelo sexo do bebê. Já algumas gestantes acertam o sexo do bebê e ficam felizes por ser o mesmo que foi idealizado, outras descobrem o sexo oposto e acabam se sentindo frustradas  pelo bebê real ser o oposto do que ela idealizou e passam a sentir tristeza e muitas vezes acompanhada de culpabilidade.

Segundo Bernard Golse (2002), ao decorrer sobre a criança fantasmática,  sendo aquela criança relacionada ao que os pais tem em mente a partir de sua história de vida.

Portanto, a parentalidade é marcada pelas fantasias parentais, podendo ser  exercida de modo criativa ou sintomática.

Quanto mais frustração a gestante passar em sua gestação e não saber lidar  com suas emoções, mais chances tem dela desencadear uma depressão  durante e pós a gestação.

Por isso, é de suma importância o suporte do seu companheiro e da sua  família para atentar a essas questões e ao perceber o seu sofrimento frente a  descoberta do sexo do bebê não idealizado e havendo mudanças  comportamentais que ponha em risco ambos, deve procurar um Psicólogo  Perinatal para que a mesma trabalhe na aceitação e na elaboração frente esse  sofrimento, para que a gestante possa estabelecer um vínculo mãe-bebê e siga  sua gravidez tranquilamente.

A gravidez nos ensina que não temos controle de nada. Que podemos  planejar a gravidez, nos preparar, mas algo não sair como o planejado e  idealizado. O sexo do bebê pode ser de grande frustração para algumas  gestantes.

Assim como, o tipo de parto, a dificuldade com a amamentação e com o  puerpério, etc.

Referências 

GOLSE, B. Depressão do bebê, depressão da mãe, conceito de psiquiatria  perinatal. In: Corrêa filho, L., Corrêa Girade, M.H. & França, P. (Orgs). Novos  olhares sobre a gestação e a diferente criança até 3 anos: saúde perinatal  e educação e desenvolvimento do bebê. Brasília: L. G. E. Editora. 2002. 

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