março 30, 2022

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

Mais de 50% das famílias não planejam a gestação. Então, quando se descobre a gravidez, aquilo cai como uma bomba atômica, destrói a vida da pessoa. No sentido de ser negativo mesmo, a pessoa realmente fica assustada com aquilo.

Tem mulheres que vão inclusive tentar o suicídio, tem níveis críticos que chegam até neste ponto. Então assim, a mulher que não planejou a gestação, engravida em um momento que não foi planejado e isso pode fazê-la desistir de algumas coisas.

O não planejamento da gestação é uma das causas que mais leva clientes para a nossa clínica de atendimento, de fato. Mas existem ainda muitas outras questões.

Outro motivo gente que chega bastante no nosso consultório são os abortos espontâneos. Provocados também. Sim, chegam no nosso consultório mulheres pedindo orientações sobre aborto provocado.

Muitas dessas mulheres dispõem de recursos financeiros. Que engravidam em meio ao doutorado, por exemplo. Gostaria, inclusive, que o aborto fosse legalizado no país e ela se vê naquela situação, e ela defende o aborto para outras mulheres.

Ela se pergunta: “Será que eu faço? Será que eu não faço?” Então isso chega no nosso consultório também, mas é bem mais raro e é bem mais raro porque o aborto provocado é ilegal no nosso país.

Então, o que mais vai chegar para nós relacionado a abortos são os espontâneos.

Outra questão que nós podemos atender também, que chega bastante para nossa clínica, são as questões de quando uma mulher descobre uma má formação fetal. Aquele bebê idealizado morre e agora ela vai ter que lidar com esse bebê real.

Ou então quando ela descobre que o filho vai ter Síndrome de Down, por exemplo. Isso afeta esses pais e eles procuram pelo nosso serviço, pelo nosso atendimento.

E vão existir algumas más formações também que vão serem inviáveis, como por exemplo a síndrome de Edwards. Mãe que recebe a notícia que o filho tem síndrome de Edwards. Ela sabe que o filho vai morrer, então essas mulheres, para que elas consigam levar até ao final da gestação, quando elas desejam, elas vão precisar de um acompanhamento psicológico. E quem é o profissional que vai fazer esse acompanhamento é o psicólogo perinatal.

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