outubro 11, 2021

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

A gravidez psicológica já foi muito comum séculos passados, entretanto atualmente são raros os casos, porém ainda existem. A PSEUDOCIESE também conhecida como Gravidez Psicológica, não é um fingimento de gravidez, a mulher ACREDITA que está grávida, mas na verdade não está.

Os motivos para uma mulher apresentar Gravidez Psicológica são inúmeros e o psicólogo SEMPRE deverá analisar com cuidado cada caso, cada história, no entanto, se sabe que alguns dos motivos associados à gravidez psicológica são: o medo excessivo de engravidar, uma perda fetal por abordo espontâneo ou provocado, e o forte desejo de ser mãe.

Há mulheres que apresentam SINTOMAS de gravidez como a ausência de menstruação, sensibilidade e inchaço nas mamas, enjoos, que faz com que a mulher busque realizar um teste para comprovar ou não a gravidez. Ao descobrir que não está grávida os sintomas geralmente desaparecem.

No entanto, existirão aquelas mulheres que NÃO PROCURARÃO realizar o teste e continuam levando a “gestação” sem pré-natal, sem teste, exames e outros procedimentos de acompanhamento.

É importantemente entender que elas NÃO FINGEM estar grávidas, elas REALMENTE ACREDITAM estar.

Ao descobrir que não há bebê e que não existe uma gestação, o sentimento destas mulheres é comparado ao de uma de perda abortiva, portanto, o psicólogo deverá trabalhar como se de fato tivesse acontecido um aborto espontâneo. O bebê e a gestação eram “reais” para ela, realmente existia em suas fantasias.

É preciso um acompanhamento psicológico incluindo uma avaliação de rastreio para identificar os níveis de ansiedade e sintomas de depressão.

A mulher que passou pela gravidez psicológica precisa de cuidados e não de violência, negligência ou julgamentos. A criança planejada em sua mente muitas vezes tinha um nome, um quarto, roupinhas e comportamentos no pensamento do casal/mulher. O profissional da saúde é aquele que irá ACOLHER com RESPEITO e trabalhará com SENSIBILIDADE considerando que esta mulher precisa elaborar o luto, como se estivesse perdido um filho real por aborto espontâneo.

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