agosto 25, 2021

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

Talvez você já tenha se questionado sobre o BEBÊ precisar ou não da mãe, na verdade o bebê PRECISA de um CUIDADOR PRIMÁRIO, um ser humano adulto que se responsabilize pelo cuidado e sobrevivência dele.

Ao nascer, o bebê é muito ATENTO ao mundo, mas não tem grandes habilidades como andar, falar e buscar alimento. As primeiras expressões do bebê acontecem por meio do choro, do sorrir, movimentos involuntários e outros que o colocam numa posição de dependência de outro ser humano que exerça CUIDADOS BÁSICOS como embalar, dar banho, trocar fralda, alimentar e cuidar.

 Há um ditado africano que diz “para cuidar de uma criança é preciso de uma aldeia inteira” e durante muitos séculos as crianças realmente eram criadas por diversas pessoas da sociedade, no início do século XIX as mulheres e crianças estavam nas indústrias e ficavam sob supervisão de todos e não especialmente da mãe. Ao longo da história este convívio e cuidado conjunto foi se perdendo até chegarmos na realidade de hoje, onde – exceto pela situação de pandemia – as crianças ficam mais restritas aos cuidados sociais quando comparado a antigamente.

O fato é que a criança precisa de um adulto que cuide dela e a possibilite se  identificar, haja vista que, a criança só irá andar, falar e comer determinados alimentos caso esteja em convivência com outros seres humanos que fazem isso.

O bebê não sabe que existe e que é um objeto entre os vários objetos no universo, inicialmente ele se funde com seu cuidador primário, ele acredita que é a própria mãe, por exemplo, ou que é os objetos que vê. Somente ao longo dos meses que irá se perceber como alguém que existente separado do outro.

Quando uma mãe morre no parto, por exemplo, o bebê receberá investimento, afeto e cuidado de outros seres humanos que lhe proporcione SOBREVIVÊNCIA, AFETO e DESENVOLVIMENTO, ainda que seja mais de um adulto revezando, a criança PRECISA de alguém que troque palavras e afetos com ela para que se sinta um ser querido.

Portanto, independente da forma e das condições que o bebê nasce, precisamos saber que o que o bebê verdadeiramente precisa é de um cuidador primário que lhe ofereça CARINHO, CUIDADO, PROTEÇÃO e HUMANIZAÇÃO. Na ausência da mãe, qualquer outro ser humano pode e deve ocupar esse papel de cuidado.

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