outubro 9, 2020

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

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Existem três tipos de práticas parentais utilizadas por pais no processo de educação dos filhos, sendo estes permissivo, autoritário e democrático.

Os pais com práticas permissivas são aqueles que possuem dificuldades para colocar regras e limites, por vezes acabam até mesmo sendo negligentes com a criança devido a permissão para o filho fazer tudo o que quiser e desta forma, as crianças não aprendem regras por não possuírem limites e ao se tornar adulto terá dificuldades para lidar com o mundo da vida adulta, onde as frustrações são comuns. 

Filhos de pais permissivos se tornam adolescentes e adultos com dificuldades de relacionamento, dificuldades para respeitar o próximo, não entende onde acaba o seu limite e começa o do outro e não aceita ouvir o não, aspectos que não condizem com o mundo, haja vista que a vida implica em regras e limites para estabelecer o respeito e um melhor convívio social. A permissividade excessiva prejudica o desenvolvimento.

Outro tipo de prática parental é a de pais autoritários, que são aqueles que impõe regras em excesso. Frequentemente as regras nem mesmo possuem um motivo plausível, é o Não pelo Não.
Esses pais acabam não olhando para os desejos e necessidades da criança, como consequência esta criança poderá ter dificuldades no desenvolvimento da autonomia, o que a levará ser uma criança que vive as regras do outro (heteronomia). 

Quando os pais são autoritários acabam não permitindo que essa transição da heteronomia para a autonomia aconteça, podendo desenvolver nos filhos comportamentos de baixa estima e sujeitos inseguros. 

O terceiro tipo de prática parental é o de pais democráticos, considerados os mais adequados. São pais que colocam regras, limites, dizem não, mas também compreendem que o filho possui seus próprios desejos e necessidades que devem ser ouvidas e analisadas.
Os pais democráticos entendem qual é o momento certo para permitir e para o dizer não de acordo com cada situação. É considerado o tipo parental mais adequado pois promove o desenvolvimento da autonomia e respeito a si mesmo e ao outro.

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