outubro 12, 2020

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

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O autor responsável por teorizar o apego na psicologia foi John Bowlby, o pioneiro a escrever sobre o apego inicial entre mãe e bebê.

O apego é um padrão de comportamento inato, são comportamentos que despertam no cuidador o desejo de cuidar e se manifestam no bebê por meio do aconchegar-se, sorrir, chorar e aninhar-se.

O apego é um comportamento duradouro, não ocorre apenas na infância mas também em outras fases da vida por outras pessoas que não só os pais e cuidadores primários. Mary Ainsworth, discípula de Bowlby, definiu o apego como seguro e inseguro.

E para definir esses padrões de apego ela fez uma investigação que nomeou de “Situação Estranha” que consiste em colocar mãe e bebê em um ambiente estranho a ambos, ela permite que mãe e bebê fiquem lá por alguns minutos, ela observa os comportamentos do bebê na presença da mãe e depois solicita que  a mãe saia da sala por alguns minutos deixando a criança sozinha no ambiente estranho, em seguida solicita que a mãe retorne para a sala e é observado o comportamento do bebê em relação à mãe. 

Dependendo do comportamento do bebê no retorno da mãe ela consegue identificar se o padrão de apego estabelecido na relação é seguro ou inseguro.

O apego seguro demonstra relações de afeto mais significativas promovendo relações de confiança. Crianças que tiveram apego seguro com os cuidadores iniciais  tendem a estabelecer relações mais seguras em sua vida adulta, tendem a escolher parceiros amorosos que também desenvolveram o apego seguro, favorecendo assim uma relação mais madura e segura.

Em contrapartida o apego inseguro promove indivíduos que tendem a se tornar adultos inseguros, que estabelecem relações inseguras com as pessoas ao longo de sua vida, relações de dúvidas com parceiros amorosos e amigos, tendem a escolher parceiros afetivos que também tiveram apego inseguro com seus cuidadores primários, formando assim relacionamentos frequentemente com a presença de ciúme, desconfiança e cobranças.  

No início da vida o apego do bebê é dirigido para o adulto que presta cuidados para sua sobrevivência, nem sempre esse adulto é a mãe biológica, portanto, o bebê irá desenvolver apego com qualquer adulto que ofereça cuidados e proteção a ele, podendo ser desenvolvido com mais de uma pessoa.

Bebês se apegam geralmente aos seus pais (mãe e pai), avós, irmãos e professores da creche. O apego estabelecido com um adulto pode ser diferente do apego estabelecido com o outro, portanto, quanto mais apego seguro for desenvolvido nas relações interpessoais do bebê com seus cuidadores, mais saúde mental o bebê terá e o contrário poderá contribuir para um adoecimento mental.

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