agosto 18, 2021

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

A baixa escolaridade não é um fator de risco só para alterações emocionais significativas, mas também para transtornos mentais e doenças orgânicas. Trata-se de um FATOR DE RISCO tanto para a saúde física, como para a saúde psíquica.

Em geral a BAIXA ESCOLARIDADE é vivenciada por pessoas que não possuem uma renda ou a possua minimamente, o analfabetismo, por exemplo, era algo muito comum antigamente, que apesar de não afetar mais de forma predominante nos dias de hoje e embora tenha sido ampliado o acesso à informação, ainda encontramos DIVERSAS pessoas entre vinte e trinta anos de idade, no período REPRODUTIVO, com baixa escolaridade por não concluírem o ensino médio e às vezes nem o ensino fundamental, o que consequentemente gera menos oportunidades de empregos melhores, crescimento profissional, informação e maiores salários, principalmente se a mulher já for mãe ou engravidar.

Essas características indicam que pessoas com baixa escolaridade apresentam ALTA PROBABILIDADE de viverem em situação de pobreza, pois a baixa escolaridade está associada aos contextos de pobreza. Quanto MENOR a escolaridade, MENOS informação as pessoas recebem e menos recursos para buscar informações CONFIÁVEIS.

No mundo DIGITAL que vivemos, vemos diversas pessoas que acreditam e compartilham diversas fake news que chegam das redes sociais onde as atribuem como fonte verdadeira e INCONTESTÁVEL. Quanto menor a escolaridade mais vulnerável as pessoas ficam para acreditar em falsas notícias, informações e falsas autoridades.

A figura do médico, por exemplo, é vista como autoridade incontestável, quanto menor o acesso à informação e a escolaridade menor é a capacidade CRÍTICA de QUESTIONAMENTO. Em uma SITUAÇÃO EM QUE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE  indicar sem REAL NECESSIDADE a introdução do leite INDUSTRIALIZADO, a mulher com baixa escolaridade dificilmente terá ação de pensar e REFLETIR sobre o porquê precisa complementar com leite industrializado se ela já produz o leite em seu próprio organismo suficiente para a demanda do seu bebê. E atenderá a recomendação do profissional.

Essas mulheres ficam também mais vulneráveis à Violência Obstétrica, e outras situações de violência como a doméstica e até mesmo discriminação no ambiente de trabalho.

Precisamos levar informação de qualidade para mulheres que vivem em situação de baixa escolaridade e renda, para que elas por meio da informação possam exigir mais seus direitos e sejam menos violentadas.

É preciso responsabilidade social do psicólogo para eleger e exigir politicas públicas que beneficiem mulheres no período perinatal.

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