maio 25, 2022

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

A demanda de MULHERES BRASILEIRAS com alterações emocionais precisando do atendimento psicológico especializado é muito ELEVADA, tanto no serviço público de saúde como no particular. Entretanto, a Psicóloga Perinatal é uma profissional extremamente RARA ainda, o que dificulta atender toda a demanda, logo, precisa-se de mais psicólogas PREOCUPADAS com essa causa e QUALIFICADAS para atuar com esta demanda.

Se a mulher apresenta sintomas de depressão na gestação e não recebe o atendimento psicológico ou não é atendida por uma psicóloga que conhece esse período, ela tende a CONTINUAR apresentando os sintomas no pós-parto. Os sintomas de depressão muitas vezes tem Início na gestação e é prolongada no PÓS-PARTO por não haver atenção e tratamento. A depressão no pós-parto gera DIFICULDADES na amamentação, vinculação com o bebê, menos estimulação do desenvolvimento, práticas educativas negativas, a criança tende a desenvolver um padrão de apego inseguro entre outros.
Entretanto, enquanto psicóloga você não pode viver no paradigma de ESPERAR o adulto apresentar suas questões conflituosas para então OFERECER o seu atendimento, pois quando sabemos que está sendo produzido conhecimento científico mostrando que se a intervenção for realizada na gestação e pós-parto será possível mudar toda uma realidade e história de vida, então é com isso que você também deve se preocupar. Ao invés de apenas realizar a intervenção no sujeito que já está com problemas emocionais, pode-se fazer a PREVENÇÃO antes do nascimento do sujeito ao cuidar da saúde mental da mãe que o gesta. Cuidar da saúde mental dos pais é proporcionar MELHOR desenvolvimento ao bebê, práticas educativas parentais mais POSITIVAS além  de que o bebê ao se tornar adulto terá MENOS CHANCES de apresentar sofrimento psíquico significativo.

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