outubro 22, 2021

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

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            O CFP (Conselho Federal de Psicologia) libera na SATEPSI os instrumentos psicológicos possíveis de serem utilizados pelos psicólogos, listando os que são privativos deste profissional.

Existem instrumentos não privativos ao psicólogo, que qualquer profissional incluindo o psicólogo pode utilizar. O psicólogo quanto fizer uso de instrumentos não privativos ao psicólogo, deve ter em mente que esse instrumento é de uso secundário, apenas um apoio para a Avaliação Psicológica.

Assim, faz-se importante que o site da SATEPSI seja acompanhado antes da utilização do instrumento até para saber se o mesmo está Favorável ou Desfavorável para uso.

            Ainda não existem instrumentos PRIVATIVOS ao psicólogo APROVADOS para aplicação ESPECIFICAMENTE na população de gestantes ou mulheres no pós-parto, aprovados pela SATEPSI. No entanto, há instrumentos não privativos ao psicólogo que podem ser um apoio aos psicólogos que atendem na Psicologia Perinatal.

Há instrumentos que auxiliam o psicólogo na anamnese com gestantes, instrumentos que auxiliam o psicólogo na identificação de alterações emocionais significativas como sintomas de ansiedade e depressão na gestação ou no pós-parto e que podem auxiliar o psicólogo perinatal.

Há poucos anos não existiam instrumentos nem privativos  e nem não privativos ao psicólogo que pudesse ser uma ferramenta de auxílio ao psicólogo perinatal. Esses profissionais precisavam recorrer aos instrumentos aplicados na população geral para identificar os sintomas de alterações emocionais significativas como estresse, ansiedade e depressão.

A DIFERENÇA entre um instrumento destinado para a população geral e um instrumento destinado à população específica é que no primeiro os dados podem NÃO apresentar total VERACIDADE quando aplicado em população específica, uma vez que, não são levados em conta fatores e detalhes concernentes à situação de vida do indivíduo naquele momento.

Por exemplo, um teste psicológico para a população geral para avaliar sintomas de estresse pode dar falsos positivos quando aplicado em população de gestantes, já que alguns sintomas analisados no instrumento podem ser comportamentos esperados na gestação.

Alguns desses aspectos são: alterações do sono, como insônia, incômodo com a aparência física devido às modificações do corpo, é comum a mudança de apetite, desejo por determinados alimentos, aparecimento de manchas como melasmas na pele e outras variáveis que ao serem avaliadas em instrumentos comuns da população geral identificaria o indivíduo com alterações emocionais significativas, quando na verdade não seria o mesmo resultado para uma gestante, pois é comum gestantes apresentarem essas alterações.

A gravidez é um período em que a mulher costuma apresentar INÚMEROS comportamentos considerados comuns durante a gestação, mas que em período de não gestação não são considerados comuns. E por isso, é preciso ter instrumentos específicos para aplicação nesta população.

Precisamos de mais profissionais interessados em ESTUDAR e DESENVOLVER instrumentos que sejam ESPECÍFICOS para aplicação na população de gestantes também dentro dos aspectos PSICOMÉTRICOS, ou seja, de uso privativo do psicólogo.

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