julho 30, 2021

Por Profª. Pós-Drª. Rafaela de Almeida Schiavo CRP/0693353

Segundo apontamento de estudos científicos o ESTRESSE é a alteração emocional mais presente no período perinatal tanto na GESTAÇÃO quanto no PÓS-PARTO. Além disso, é porta de entrada para o surgimento de doenças físicas e psicológicas graves, por isso é importante ficar atento quando o estresse começa a se manifestar.

O estresse é uma reação orgânica por meio da liberação do hormônio CORTISOL, este hormônio faz parte do FUNCIONAMENTO ADEQUADO do nosso organismo, nos impulsiona e nos dá energia para vários momentos do nosso dia como LEVANTAR-SE da cama ao acordar, praticar EXERCÍCIOS FÍSICOS, TRABALHAR, entre outros. Entretanto, o cortisol não deve estar presente em nosso dia-a-dia em ALTOS NÍVEIS de forma Cronica, existe uma liberação aceitável para cada organismo

Apesar de liberarmos cortisol todos os dias porque ele é BOM para nós, existe um LADO RUIM no estresse, que é o estresse duradouro, constante e elevado, se trata de um nível prejudicial ao nosso físico e psicológico como dores de cabeça, palpitações no coração, sudorese, diante a vulnerabilidade do organismo podem ocorrer gripes, diarreias, em  níveis mais elevados pode causar até úlceras e infarto. Dentre os sintomas psicológicos, apresentam-se o isolamento social, vontade de fugir de tudo, diminuição da libido, pesadelos constantes, irritabilidade excessiva, alterações de humor e outros.

O estresse tem algumas FASES e ao atingir os SINTOMAS da última fase o organismo adoece chegando a Exaustão. Muitas vezes há indivíduos que já têm predisposição GENÉTICA para desenvolver determinados transtornos, porém fica incubado e após uma situação estressora pode vir a se DESENVOLVER. O estresse é uma alteração emocional que não pode ser desprezada, deve ser considerado nas avaliações de saúde mental materna, pois as CONSEQUÊNCIAS do estresse não atingem apenas a mulher como também o bebê devido ao cortisol que passa do corpo da mãe via cordão umbilical e chega ao feto podendo interferir no desenvolvimento. Devido a todos esses fatores é importante nos ATENTARMOS de forma delicada aos sintomas de estresse.

Geralmente é na última fase do estresse que o indivíduo procura ajuda de um profissional, mas raramente é o Psicólogo que ele procura, desta forma precisamos cada vez mais falar sobre esse assunto, orientar corretamente e difundir a Psicologia Perinatal.

Referências

SCHIAVO, Rafaela de Almeida. Presença de stress e ansiedade em primigestas no terceiro trimestre de gestação e no pós-parto. 2011.

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