junho 7, 2021

Texto: Maylu Pagani Silva – Psicóloga CRP 16/3873

Ainda não é possível mensurar todos os riscos da exposição do feto a qualquer medicamento psicotrópico, mas em se tratando de uma mulher com histórico de depressão e que apresentam sintomas depressivos durante a gestação vale ponderar o que pode afetar mais o bebê, se a exposição à medicação ou se o quadro depressivo da mãe vai prejudicar o desenvolvimento fetal. 

Durante a gestação, mãe e bebê são um só organismo, assim fármacos psicoativos atravessam a placenta e podem expor o feto a algum grau de risco, por outro lado, a depressão apresenta alteração hormonal e esses hormônios liberados pela mãe também atravessam a placenta, pois é uma única corrente sanguínea. Por essa razão os sentimentos que a gestante vive com mais intensidade vai construindo o psiquismo do indivíduo em formação. 

O mais sensato é que gestantes com históricos de depressão não interrompam o uso da medicação subitamente, que seja realizado acompanhamento psiquiátrico e informado ao Obstetra todo histórico de saúde da gestante, incluindo o de saúde mental.  Nesses casos é de extrema importância o pré-natal psicológico e acompanhamento psicológico daquela gestante, para que possa lidar com as especificidades da gestação bem como dos sintomas depressivos apresentados. 

Parte da personalidade do filho é formada com base nos sentimentos que a mãe tinha enquanto estava grávida, assim é importante que as gestantes esperem por seus bebês de uma forma mais tranquila e saudável. Na verdade, em qualquer gestação o ideal é que a gestante faça o acompanhamento multidisciplinar com várias especialidades para cuidar da saúde como um todo. Não existe regra, cada gestante tem que ser avaliada com sua individualidade e que os especialistas analisem os benefícios e os riscos da medicação para situação específica que aquela mulher se encontra no momento.

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